Filho adolescente. Como lidar!

29 de maio de 2017

 

 

Adolescência é um período complicado para pais e filhos, as relações ficam mais difíceis, as preocupações aumentam e é preciso administrar com calma essa fase cheia de experiências novas para os jovens.

P.s.: Como mãe de uma adolescente confesso já ter cometido alguns destes erros, e na tentativa de melhorar nosso diálogo e relacionamento, fui pesquisar sobre o assunto, e compartilho agora com vocês minhas descobertas. Depois que mudei minha maneira de agir, nossa cumplicidade aumentou muito, espero que te ajude também!

 

Algumas atitudes dos pais que mais afastam os adolescentes:

 

  • Não entender que os filhos cresceram

As crianças costumam ser muito ligadas aos pais. Mas, na adolescência, há um afastamento natural, para que os filhos possam testar sua independência e autonomia, isso não significa que eles não gostam mais dos pais. Os pais devemos entender esse momento e dar mais liberdade (com limites, claro!). Não da para permitir tudo, mas também é um erro impedir que os adolescentes tenham experiências novas, afinal, eles cresceram e precisam disso para a construção da identidade.

 

  • Subestimar suas descobertas

Nós pais temos o hábito de dizer que entendemos perfeitamente o que eles estão passando, pois já vivemos tudo isso. Portanto, achamos que podemos dizer qual é o melhor caminho a seguir. Isso é um erro que cometemos, precisamos respeitar o momento deles, sem impor nosso modo de pensar. Por mais que tenhamos ideia de como é, agora é a vez deles. É impossível impedir o sofrimento dos filhos, todos temos tristezas e dificuldades, os jovens também.

 

  • Não saber controla-los

Adolescentes se consideram maduros, por isso não gostam de dar satisfação, mas precisam, e o ideal é fazer com que isso aconteça naturalmente, sem a necessidade de cobrar explicações. Se os adolescentes são tratados com respeito, geralmente, retribuem da mesma maneira. Pais que só julgam acabam bloqueando seus filhos, que acabam se fechando ainda mais. Em uma relação saudável, as conversas fluem normalmente, isso inclui falar sobre o que estão passando, apresentar os amigos, compartilhar experiências. Para isso é preciso dar espaço para que o filho se abra, sem que sinta medo de ser julgado. Quebre o clima de tensão com bom humor.

 

  • Exagerar nas cobranças

A adolescência é uma fase de muitas cobranças. Os pais querem que o filhos tenham um bom futuro, estudem, tenham boas companhias, criem responsabilidade, não se envolvam com drogas, álcool… O importante é escolher a maneira certa de cobrar, os pais devem ser afetuosos, senão não funciona. Não podem apenas cobrar, a cobrança precisa ser intercalada com carinho, diversão, momentos descontraídos e diálogos. Muita pressão cansa os dois lados: adolescentes e pais.

 

  • Não saber dar liberdade

Proibir demais não dá certo. Deixe que seu filho durma na casa dos amigos. Mas ligue para os pais do amigo, certifique-se de que é seguro e permita. Muitos pais tem dificuldades em saber qual o momento certo de permitir que seus filhos saiam à noite. Aos 15 ou 16 anos eles já querem chegar mais tarde em casa, ir para “baladas”. Deixe-os ir, mas é importantes ir busca-los para saber como saem dessa “balada” (se estão com os olhos vermelhos ou bêbados, por exemplo). Combine um horário condizente com a idade e maturidade do seu filho.

 

  • Demonstrar falta de confiança

Certificar-se que seu filho esta em segurança é bem diferente de vigia-lo. Se o filho pensa que se os pais não confiam nele, acha pode fazer o certo ou errado, pois não fará diferença. Investigar exageradamente não estimula a responsabilidade, gera um clima de desconfiança – e as relações íntimas são baseadas na confiança. Diga a seu filho que quer se assegurar de que ele esteja bem, e informe-se, não aja às escondidas.

 

  • Se desesperar nas crises

Adolescentes dão trabalho. Mas é essencial agir com cautela. As reações precisam ser proporcionais aos fatos. Se o seu filho entrou em coma alcóolico é uma coisa, se chega cheirando a bebida é outra. Os pais devem hierarquizar a gravidade dos problemas. Ter uma reação desmedida (ou dar broncas muito frequentes) estimula o filho a mentir. Para o adolescente, o problema é a bronca, ele não pondera se suas atitudes podem ser perigosas. Por isso, converse com calma, para entender as razões que o levaram a fazer escolhas erradas.  Descubra se é algo frequente e explique as consequências.

 

  • Expor ou constranger os filhos

Na adolescência é comum os filhos terem vergonha dos pais. Tente entender isso. Os pais são munidos de informações que podem envergonhar os filhos diante dos amigos. Particularidades que só os pais sabem, mas o jovem não quer que sejam revelados. Os pais precisam evitar expor a intimidade dos filhos. Evite também, estender as conversar com os amigos dele. Pai e mãe não são amigos. Pais que querem ser muito amigos dos filhos não estão sendo bons pais. A relação precisa ser hierárquica, isso não quer dizer que precisa ser ruim. A diferença, é que, com os amigos temos relação de igual para igual. Entre pais e filhos não é assim. Os pais podem ser bacanas, compreensivos, divertidos, mas são pais.

 

  • Colocar seu filho em um altar

Pare de pensar que ninguém esta a altura do seu filho. É comum os pais colocarem defeitos em todos os amigos, e principalmente em namorados, o excesso de julgamentos faz com que o filho se feche. O resultado de tantas críticas é que os filhos passam a esconder namorados e amigos dos pais. Eles perdem a vontade de apresentar pessoas com quem convivem, e começam a ficar mais na rua do que dentro de casa.

 

  • Fazer chantagens

Ameaçar cortar a mesada, caso o filho não obedeça, é muito comum. Assim como dizer que, enquanto estiver vivendo as suas custas, não poderá tomar certas atitudes. Isso é uma chantagem e não educa. Os pais devem explicar as razões que os levam a proibir certos comportamentos. Com ameaças, o jovem apenas obedece para não perder o benefício. Agindo assim, a relação entre pais e filhos fica muito rasa. É como beber e dirigir: quem não faz, porque sabe que é perigoso para si, e para as outras pessoas, compreende o problema. Quem deixa de fazer apenas por medo da multa, não entende os riscos.

Lembra do velho ditado: “Filho criado, trabalho dobrado”? É, faz todo sentido!

Beijinhos!

Débora Bertoldi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

comente

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

DESIGN MY WISHES GALLERY | PROGRAMAÇÃO WEBONFOCUS